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O Lisboa Pessoa Hotel surge na mesma morada da Tipografia do Comércio, onde foi impressa a revista Orpheu, que saiu da loja da Rua Oliveira ao Carmo, n.º 10, no dia 26 de março de 1915, conforme relata Fernando Pessoa, que foi o líder da própria Geração de Orpheu, sendo ele o ideólogo do «sentir tudo de todas as maneiras» que inspirou os grandes nomes daquele grupo, como Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros. Sensacionistas, modernistas, futuristas e cosmopolitas, os escritores e artistas de Orpheu revolucionaram a cultura portuguesa, desassossegando e inspirando ainda hoje as artes e o pensamento, a nível nacional e internacional. 

O Lisboa Pessoa Hotel celebra a revista Orpheu no dia 19 de junho de 2019, com uma tarde de eventos – entre os quais uma palestra e a inauguração da exposição «Qualquer caminho leva a toda a parte» – dedicados à revista, à tipografia onde ela foi impressa e a uma irrepetível geração de escritores, pensadores e criativos portugueses e universais.

PROGRAMA

Data: 19 de junho 2019
Local: Sala Bernardo Soares (Piso 0)

18h00: Palestra com Fabrizio Boscaglia, Ricardo Marques e Marta Soares
18h45: Inauguração da Exposição «Qualquer caminho leva a toda a parte» de Goulart
20h00: Fim do Evento 

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Apoios

A Exposição

«QUALQUER CAMINHO LEVA A TODA A PARTE» - FERNANDO PESSOA

A procura constante da essência de Lisboa em Pessoa.

A partir dos múltiplos eixos verticais que emanam das dimensões do Lisboa Pessoa Hotel, propõe-se uma redescoberta da paisagem urbana. Dos heterónimos, de Orpheu e das janelas - artefactos que nos permitem observar e sermos observados. Luz que revela, ofusca e cega; que releva e esconde.

Escreveu Pessoa que «o caminho é de âmbito maior que a aparência visível do que está fora» Lisboa leva-nos a toda a parte, e este é um caminho visível e possível.
Goulart

A Exposição «Qualquer caminho leva a toda a parte» de Goulart ficará em exposição permanente nos espaços do Lisboa Pessoa Hotel (piso 0) e no MENSAGEM – Restaurante a Bar Panorâmico (Piso 5) até ao dia 19 de setembro 2019.

qualquercaminho.pt

Os Oradores

Ricardo Marques


Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL, onde desenvolve investigação pós-doutoral no IELT sobre revistas literárias do Modernismo.
Desenvolve atividade crítica em revistas da especialidade (Colóquio-Letras, JL, Relâmpago) sendo também tradutor de poesia, tendo editado dispersamente algumas dessas traduções. Neste âmbito foram publicados, entre 2011 e 2018, as antologias poéticas de Tennessee Williams, Amy Lowell, D.H. Lawrence, Vicente Huidobro, Patti Smith, Billy Collins, entre outros. Prepara uma antologia de poetas futuristas europeus, seleccionados e traduzidos por si.
É ainda co-coordenador do Seminário de Tradução Coletiva da Casa de Mateus.
Depois de Na Teia do Poema: um percurso intertextual na Poesia de Nuno Júdice (Chiado Editora, 2013), viu a primeira obra de poesia publicada no Brasil (Makar, Arqueria Editorial, 2014). O seu último livro de poemas é Lucidez, não (edições), 2019.  

Fabrizio Boscaglia


Professor e investigador na Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona e no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Doutor em Filosofia pela Universidade de Lisboa. Os seus interesses científicos são Fernando Pessoa, o Pensamento Português e a Ciência das Religiões. É autor de conferências, livros e trabalhos científicos a nível internacional. É colaborador do Serviço Educativo do Museu Calouste Gulbenkian e da Biblioteca Nacional de Portugal. É consultor turístico-literário no Lisboa Pessoa Hotel. 

Marta Soares


Marta Soares é licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos e mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa com uma dissertação dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso e a revista Orpheu. Actualmente, é doutoranda em História da Arte e investigadora do Instituto de História da Arte da mesma instituição.
Desde 2014 que Marta Soares tem vindo a colaborar com várias instituições, de entre as quais se destacam a Fundação Millennium bcp, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museo Reina Sofía. Comissariou, com Raquel Henriques da Silva, a exposição Amadeo de Souza-Cardoso / Porto Lisboa / 2016 – 1916, patente no Museu Nacional de Soares dos Reis, em 2016, e no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em 2017.